Goblins são criaturas geralmente verdes e de aparência horripilante, que se assemelham a duendes. Fazem parte do folclore nórdico, nas lendas eles vivem fazendo brincadeiras de mau gosto.
Os goblins são normalmente associados ao mal. Diz-se que são feios e assustadores, comem crianças, gritam horripilantemente, fazem feitiçarias, estragam a comida, travam guerras contra os gnomos, normalmente os matando e comendo sua carne. Os RPGs normalmente incluem goblins em sua galeria de seres.
Em algumas mitologias os goblins possuem grande força. Normalmente por serem seres de pouca inteligência e hábitos selvagens, moram em cavernas ou pequenas cabanas construídas com paus e peles de animais. Sua grande capacidade de sobrevivência os faz seres presentes em quase qualquer ambiente, sendo possível serem encontrados e m montanhas, pântanos, desertos, pedreiras, florestas ou cidades.
Vivem em bando, com uma comunidade precária semelhante a uma sociedade de homens primitivos. Dentre seu armamento se encontra clavas, machados de pedra, pequenas lanças, zarabatanas e pedras. São uma raça hostil por natureza e na maioria das mitologias sua tendência é sempre maligna.
Eles pertencem ao grupo dos goblinóides que incluem além dos goblins, hobgoblins (parecidos aos goblins, porém maiores e um pouco mais evoluídos) e os bugbears (maiores que um ser humano normal e muito mais fortes e selvagens que os goblins).
Na mitologia de Tolkien os goblins atacam as minas escuras de Moria ,matando todos os seres existentes no mesmo local. São um povo facilmente subjulgado, sentem medo do Demónio do mundo antigo, o Balrog criado por Morgoth,o primeiro senhor do escuro da Terra fantasiosa de Tolkien.
Os trolls são criaturas antropomórficas do folclore escandinavo. Poderiam ser tanto como gigantes horrendos - como ogros - ou como pequenas criaturas semelhantes a goblins. Viviam em cavernas ou grutas subterrâneas.
Na literatura nórdica apareceram com várias formas, e uma das mais famosas teria orelhas e nariz enormes. Nesses contos também lhes foram atribuídas várias características, como a transformação em pedra destas criaturas quando expostas a luz solar.
Depois disto os trolls foram adaptados a muitas outras culturas e obras, como nas obras de J.R.R. Tolkien e J.K. Rowling.
Orc ou Ork (termo vindo do latim Orcus, um dos títulos de Plutão, o senhor do mundo dos mortos), aparece nas línguas germânicas e nos contos de fantasia medieval como uma criatura deformada e forte, que combate contra as forças "do bem". Este conceito foi popularizado no romance de Tolkien, O Hobbit e O Senhor dos Anéis, e virou recorrente em jogos de RPG (tanto "real", quanto "virtual") como D&D e World of Warcraft
Orcs são seres de peles enrugadas e reptilescas com uma tonalidade que vai do verde musgo ao marrom escuro. Maus de natureza são seres bárbaros de notável força e igual crueldade, sendo hostis a qualquer criatura que os pareça mais fraca.
A maioria das sociedades Orcs são de formação semelhante ao militarismo, tendo um grande general (Normalmente o mais forte ou corajoso do bando) que comanda seus recrutas (Orcs jovens e fracos demais para assumir uma boa posição) com a ajuda de capitães ( Ors fortes e experientes, porém não corajosos o suficiente para derrubar o general). Algumas sociedades seguem um caminho mais espiritual. Seus lideres são os xamãs, sendo o lider geralmente o mais sabio (por isso, o mais velho, em alguns casos).
Apesar de serem criaturas selvagens têm uma ótima noção de táticas de guerra, venenos, trilhas e clima e caça, o que os leva a serem ótimos guerreiros normalmente contratados por reis inescrupulosos que querem uma vitória a qualquer custo. Muitos de sua raça se tornam mercenários e vão andar pelo mundo oferecendo seus serviços a qualquer um que pague algumas moedas.
Em períodos de guerra Orcs costumam capturar as prisioneiras de guerra para violenta-las sexualmente, gerando assim uma raça mestiça e impura de seres grandes e musculosos, parecidos a um ser humano porém grotescos e brutos. São os meio-orcs, uma curiosa raça que apesar de herdar os dotes físicos de seus pais não herdam necessariamente o espírito vil dos mesmos, logo podem tornar-se heróis notáveis, apesar da maioria acabar sendo hostilizada pela aparência.
O Ogro, ou ogre é um gigante dos contos de fadas que se alimentava de carne humana', de origem controversa, provavelmente altearação do latim Orcus 'divindade infernal'. Na mitologia, diz-se de um monstro que habita florestas isoladas e lúgubres. Na literatura infantil, um ogro famoso é o do conto de fadas O Pequeno Polegar
Essas criaturas possuem um cérebro reduzido, o que justifica seus atos de insanidade, falta de competência e sua capacidade mental reduzida.
Um hobbit é uma das criaturas apresentadas por J.R.R. Tolkien em suas obras (notavelmente O Hobbit e O Senhor dos Anéis), onde têm um papel principal, apesar de à partida serem um povo secundário entre os que habitam a Terra Média.
Os hobbits são um povo pequeno, que normalmente não ultrapassa um metro de altura e coincidirão a possibilidade de participarem de uma aventura como uma atitude insana pois preferem a calma de sua vida rotineira. Andam descalços, porque a sola de seus pés e muito espessa, não necessitando de calçados. Vivem em tocas grandes e confortáveis (na verdade, casas subterrâneas com um só andar e várias despensas) em uma terra ao oeste da Terra Média, chamada Shire (no Brasil o nome do local foi traduzido para "Condado").
Os hobbits vivem da agricultura, presenteiam os outros em seus aniversários, e são um povo simples. Não se importam com o que esteja acontecendo no resto do mundo e são famosos por sua Erva-de-fumo.
Elfo é uma criatura mítica da Mitologia Nórdica e do Paganismo Germânico, que aparece com freqüência na literatura medieval européia.
Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de "elfos da luz" - Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divinos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas. De fato, a palavra "Sol" na língua nórdica era Alfrothul, ou seja: o Raio Élfico; dizia-se que por isso seus raios seriam fatais a elfos e anões.
Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo em florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como tendo longa vida ou imortalidade, e com poderes mágicos,
Na mitologia nórdica os wargs se tratam particilarmente dos lobos demoniacos: Fenris, Skoll e Hati. Baseado nisto, J.R.R. Tolkien em suas obras usou a forma em inglês arcaico warg como referência para uma espécie de lobo especialmente ameaçadora.
Na Trilogia da Herança de Christopher Paolini, Urgals são uma raça fictícia de criaturas com forma humanóide,pele acinzentada,pouca inteligência,e grandes chifres,como os de bode.De acordo com as lendas,os Urgals seguiram os elfos até aportarem nas terras da Alagaësia.No tempo de Eragon os Urgals serviam a Galbatorix,a comando de Durza.
Dragões ou dragos (do grego drákon, δράκωυ) são criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano (semelhantes a imensos lagartos ou serpentes), muitas vezes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo. A palavra dragão é originária do termo grego drakôn, usado para definir grandes serpentes.
Em vários mitos eles são apresentados literalmente como grandes serpentes, como eram inclusive a maioria dos primeiros dragões mitológicos, e em suas formações quiméricas mais comuns. A variedade de dragões existentes em histórias e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas. Apesar de serem presença comum no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus, os dragões assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras.
Desconhecem-se evidências concretas que fundamentem a existência de dragões semelhantes aos construídos pelo imaginário dos diversos povos, porém existe um réptil chamado dragão-de-komodo que possui feições parecidas com os dragões da cultura européia, apesar da ausência de asas. Dentro dos registros paleontológicos, o que mais se aproximou foram os répteis voadores pterossauros.
Na Trilogia da Herança de Christopher Paolini, os Ra'zac são criaturas malignas que estão sempre encobertas por mantos com capuz. Não se sabe o que significa nem se Ra'zac é o nome de sua raça ou se é assim que se entitulam, mas o que se sabe é que eles servem a Galbatorix como seus "caça-dragões" pessoais. O número total de Ra'zac é incerto,mas dois foram confirmados. Os Ra'zac, como foi descoberto por Eragon no livro Eldest, possuem dois estágios de evolução. Inicialmente eles são as criaturas intituladas de Ra'zac, e com a descrição mostrada acima, mas depois, quando se tornam adultos, na primeira lua cheia de seu vigésimo aniversário, eles se desprendem de seus exoesqueletos, expandem suas asas e emergem como adultos prontos para caçar toda criatura, não se limitando a humanos. A partir daí, passam a se chamar Lethrblaka
Os Ra'zac são criaturas com forma humanóide, possuem grandes olhos sem pupilas e negros ,hálito putrefato e um bico, pelo que o personagem Brom descreve. Mais tarde em Eldest, o segundo livro da trilogia, Roran, primo de Eragon, arranca o capuz de um dos Ra'zac e descobre a aparência deles. Os Ra'zac tem medo de águas profundas e da luz. Eles foram feitos para caçar humanos, que são seu alimento preferido. Podem enxergar em uma noite turva, farejar como um sabujo, pular mais alto e se mover com mais rapidez que qualquer humano.
Os Ra'zac têm habilidade sobre-humanas, como reflexos aguçados e força e velocidade superiores a de um humano. Eles possuem um hálito capaz de paralisar os seus inimigos.
Dwarfs (Anões) são seres clássicos de RPG de estatura baixa tipo humano vindos da mitologia nórdica, em que segundo a mitologia,eles mestres na arte da mineração. Nos RPGs clássicos de mesa normalmente eles são aliados dos humanos, se aliando junto com eles Elfos. Em geral são bons em luta com machados e martelos nos RPGs. Os anões podem ser inimigos também, tendo outras aparencias, sendo primitivos ou não, normalmente usam machados e martelos, são otimos ferreiros e fazem armas fantasticas. Existem muitos tipos de anões, os como no Senhor dos Anéis, "humanos baixos", gordinhos e fortes, também há os selvagens, que aparecem em alguns RPGs, "humanos baixos", muito fortes, usando as mãos em lutas, pelos pelo corpo, nus, existem os como no livro "Artemis Fowl": pequenos, gordos, comem terra, assim, cavam muito bem, sua saliva depois de sair de sua boca endurece e vira como pedra, os fios de sua barba (pelo que me lembram) os guiam, e muitos outros tipos de anões.
Gigantes são figuras comuns em folclores e lendas, sendo caracterizados como humanos ou humanóides de grande tamanho, que varia em cada lenda. Graças à sua grande estatura Gigantes são atribuidos grandes força e resistência, algumas vezes são retratados como burros e ignorantes e outras como inteligentes e até amigáveis. Um conceito simples, gigantes aparecem em lendas e historias de todos o mundo, até mesmo sendo citados na Biblia.
Os Gigantes para a mitologia nórdica, são os inimigos dos deuses supremos, como Geirrord, que trava uma batalha mortal com Thor, o qual é filho do poderoso deus Odin. Estes seres são enormes em suas proporções físicas e têm a capacidade de se transformarem em quaisquer criaturas (animada ou inanimada) dos quatro cantos do mundo. Assim, tendo o poder de enganar qualquer um que passar pelos seus caminhos.
Faunos são personagens presentes na mitologia romana.
Descritos, como os sátiros, como da cintura pra cima homens e o resto é um corpo de bode. Não tão luxuriosos como os sátiros, gostam de dançar com dríades nas campinas e bosques, bebem vinho aromático e tocam instrumentos de sopro, como a flauta de Pã. Acompanham o deus Baco e as mênades, suas ninfas, em suas aventuras. Pã é o deus dos faunos, sendo representado como um deles, ensinando a outros deuses a arte da música.
Na mitologia grega, ninfas são qualquer membro de uma grande categoria de deusa-espíritos naturais femininos, às vezes ligados a um local ou objeto particular. Muitas vezes, ninfas compõem o séquito de variados deuses e deusas, ver também a genealogia dos deuses gregos. São frequentemente alvo da luxúria dos sátiros.
São a personificação da graça criativa e fecundadora na natureza.
Halfling é outro nome para o hobbit de J.R.R. Tolkien é uma raça fictícia que encontramos nas histórias de ficção e jogos. Muitas das vezes são similares aos humanos, exceto pelo seu tamanho. Dungeons and Dragons começa usando o nome halfling como alternativa para hobbit por motivos legais, mas desde então a raça se tornou conhecida e o nome usado.
Algumas histórias usam a palavra halfling para descrever uma pessoa nascida de um dos pais humano e outro de outra raça, geralmente uma mulher humana e um elfo. Terry Brooks descreve personagens como Shea Ohmsford da sua série Shannara como um halfling de pais elfo-humanos. Esse tipo de personagem é, de modo geral, chamado de meio-elfo e é diferente da raça comum nos romances de fantasia, conhecida como halflings. Na série de novelas de Jack Vance, chamada Lyonesse, halfling é um termo genérico para seres como fadas, trolls e ogres, que são compostos de substâncias tanto mágicas como terrestres
Golem é um ser artificial mítico, associado à tradição mística do judaísmo, particularmente à cabala, que pode ser trazido à vida através de um processo mágico.
O golem é uma possível inspiração para outros seres criados artificialmente, tal como o homunculus na alquimia e o moderno Frankenstein (obra de Mary Shelley).
No folclore judaico, o golem (גולם) é um ser animado que é feito de material inanimado, muitas vezes visto como um gigante de pedra. No hebraico moderno a palavra golem significa "tolo", "imbecil", ou "estúpido". O nome é uma derivação da palavra gelem (גלם), que significa "matéria prima".
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
O SENHOR DOS ANÉIS - O Inicio
Tudo começou com uma forja dos grandes anéis, três foram dados aos Elfos, imortais, os mais sábios e
belos de todos os seres, grandes mineradores e artífices dos corredores das montanhas.
E nove, nove anéis foram presenteados à raça dos homens, que acima de tudo, deseja o poder, pois dentro desses anéis, foi selada a força e a vontade para governar cada raça, mas todos foram enganados, pois outro anel foi feito na terra de Mordor, nas chamas da montanha da perdição.
Sauron, o senhor do escuro, forjou em segredo um anel mestre, para controlar todos os outros e nesse anel ele derramou a sua crueldade, sua malícia e sua vontade de dominar todas as formas de vida.
Um anel para todos governar, uma por uma as terras liures da terra média, submeteram-se ao poder do
anel, mas houve alguns que resistiram.
A última aliança de Elfos e homens marchou contra o exército de Mordor, e na montanha da perdição lutou pela liberdade da terra média. A vitória estava próxima, mas o poder do anel não podia ser destruído, foi neste momento, quando toda a esperança havia minguado que Isildur, o filho do rei, ergueu a espada de seu pai.
Sauron, o inimigo dos povos livres da terra média, foi derrotado.
O Anel passou a Isildur, que teve essa única chance de destruir o mal para sempre, mas o coração do homem é facilmente corrompido e o anel do poder tem vontade própria.
O anel traiu Isildur, levando-o à morte, e algumas coisas que não deveriam ser esquecidas se perderam. A história tornou-se lenda, a lenda, tornou-se mito e por 2.500 anos o anel deixou de ser conhecido, até que, quando a oportunidade surgiu, ele seduziu um novo portador.
O anel veio à criatura Gollum, que o levou as profundezas dos túneis das montanhas da névoa, e lá ele o consumiu.
Ele veio a mim, todo meu, meu amor, todo meu, meu precioso.
O anel trouxe a Gollum, longevidade sobrenatural, por 500 anos envenenou a sua mente, e nas trevas da caverna de Gollum, esperou.
A escuridão retomou as florestas do mundo, surgiram boatos sobre a sombra no leste e sussurros sobre um pavor inominável, e o anel do poder percebeu que a sua hora havia chegado. Ele abandonou Gollum, mas então aconteceu algo que o anel não planejara, ele foi pego pela criatura mais improvável
que se possa imaginar.
belos de todos os seres, grandes mineradores e artífices dos corredores das montanhas.
E nove, nove anéis foram presenteados à raça dos homens, que acima de tudo, deseja o poder, pois dentro desses anéis, foi selada a força e a vontade para governar cada raça, mas todos foram enganados, pois outro anel foi feito na terra de Mordor, nas chamas da montanha da perdição.
Sauron, o senhor do escuro, forjou em segredo um anel mestre, para controlar todos os outros e nesse anel ele derramou a sua crueldade, sua malícia e sua vontade de dominar todas as formas de vida.
Um anel para todos governar, uma por uma as terras liures da terra média, submeteram-se ao poder do
anel, mas houve alguns que resistiram.
A última aliança de Elfos e homens marchou contra o exército de Mordor, e na montanha da perdição lutou pela liberdade da terra média. A vitória estava próxima, mas o poder do anel não podia ser destruído, foi neste momento, quando toda a esperança havia minguado que Isildur, o filho do rei, ergueu a espada de seu pai.
Sauron, o inimigo dos povos livres da terra média, foi derrotado.
O Anel passou a Isildur, que teve essa única chance de destruir o mal para sempre, mas o coração do homem é facilmente corrompido e o anel do poder tem vontade própria.
O anel traiu Isildur, levando-o à morte, e algumas coisas que não deveriam ser esquecidas se perderam. A história tornou-se lenda, a lenda, tornou-se mito e por 2.500 anos o anel deixou de ser conhecido, até que, quando a oportunidade surgiu, ele seduziu um novo portador.
O anel veio à criatura Gollum, que o levou as profundezas dos túneis das montanhas da névoa, e lá ele o consumiu.
Ele veio a mim, todo meu, meu amor, todo meu, meu precioso.
O anel trouxe a Gollum, longevidade sobrenatural, por 500 anos envenenou a sua mente, e nas trevas da caverna de Gollum, esperou.
A escuridão retomou as florestas do mundo, surgiram boatos sobre a sombra no leste e sussurros sobre um pavor inominável, e o anel do poder percebeu que a sua hora havia chegado. Ele abandonou Gollum, mas então aconteceu algo que o anel não planejara, ele foi pego pela criatura mais improvável
que se possa imaginar.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O Espelho de Tarim ( Conto de RPG )
E então, o ser impuro estava definitivamente destruído. Vagando pelo castelo de Tarim, Elenhrívë sentia o peito apertado. Vagou, ignorando os demais, até o lago do castelo. Respirou fundo, e então as lágrimas fluíram suavemente, gotejando nas águas ainda escuras, que refletiam a lua.
Sentia-se envergonhada. Pela primeira vez desde o isolamento dos Bluemoon, o sangue de sua Casa havia manchado a terra. Pela primeira vez em milênios, um filho das fadas havia morrido. Trazido de volta da morte, mas a dor moral era insuportável.
Um murmúrio melancólico, ouvido apenas pelas águas negras.
— Então é isso... eu fracassei.
Sentiu o peso de sua infância que partia, e quase pôde ouvir o doloroso som da inocência que se estilhaçava. Por um segundo, curvou-se sob o peso do século que se acumulavam. Pois vira muitos homens, com suas vidas curtas, mortos, a beleza da vida conspurcada por algo vil. E ela não pôde fazer nada.Além de suas terras, tudo o que podia encontrar era a dor e a traição, e o desespero.
Então algo agitou a superfície das águas. Um peixe saltou, exibindo, por alguns segundos, a tonalidade alaranjada de suas escamas, e causando ondas na água. Neste momento, teve a impressão de ver um reflexo azulado tingir a lua refletida, e seus pensamentos voltaram-se para as palavras de Kyana, que chegaram aos seus ouvidos através dos lábios do Oráculo.
— Não, não. Há ainda muito o que saber antes do fim. E não vou permitir que tudo o que é belo e bom acabe assim, sem resistência, e nem que coisas anti-naturais caminhe sob o sol ou sob a lua.Assim disse para si mesma, embora estivesse um bocado perdida. E o Silvermoon que tinha virado pedra não disse para ela toda a sua história...
Yan, D’ravem e Aramil desciam as escadarias, indo ao seu encontro. Elenhrívë levantou-se, sentindo algo que nunca sentira dentro de si. Mas era gostoso, como uma uva madura e doce que, após ter a casca delicadamente partida, derrama seu néctar, alegrando o espírito. Tinha um cheiro gostoso como o da grama úmida na primavera. Sorriu para si mesma um sorriso novo, que deixou suas faces coradas. E, pela primeira vez em sua vida, encontrou algo diferente sobre a qual não quis explicações. Por mais que não soubesse o que era, talvez sua alma adivinhasse. Estava viva.
E havia as palavras do Oráculo. De alguma forma, o destino de um Bluemoon estava ligado mais uma vez ao dos humanos e, novamente, ao dos elfos de outras famílias.
E tal pensamento lhe pareceu encorajador.
[por Eva "Elenhrívë Bluemoon"]
Sentia-se envergonhada. Pela primeira vez desde o isolamento dos Bluemoon, o sangue de sua Casa havia manchado a terra. Pela primeira vez em milênios, um filho das fadas havia morrido. Trazido de volta da morte, mas a dor moral era insuportável.
Um murmúrio melancólico, ouvido apenas pelas águas negras.
— Então é isso... eu fracassei.
Sentiu o peso de sua infância que partia, e quase pôde ouvir o doloroso som da inocência que se estilhaçava. Por um segundo, curvou-se sob o peso do século que se acumulavam. Pois vira muitos homens, com suas vidas curtas, mortos, a beleza da vida conspurcada por algo vil. E ela não pôde fazer nada.Além de suas terras, tudo o que podia encontrar era a dor e a traição, e o desespero.
Então algo agitou a superfície das águas. Um peixe saltou, exibindo, por alguns segundos, a tonalidade alaranjada de suas escamas, e causando ondas na água. Neste momento, teve a impressão de ver um reflexo azulado tingir a lua refletida, e seus pensamentos voltaram-se para as palavras de Kyana, que chegaram aos seus ouvidos através dos lábios do Oráculo.
— Não, não. Há ainda muito o que saber antes do fim. E não vou permitir que tudo o que é belo e bom acabe assim, sem resistência, e nem que coisas anti-naturais caminhe sob o sol ou sob a lua.Assim disse para si mesma, embora estivesse um bocado perdida. E o Silvermoon que tinha virado pedra não disse para ela toda a sua história...
Yan, D’ravem e Aramil desciam as escadarias, indo ao seu encontro. Elenhrívë levantou-se, sentindo algo que nunca sentira dentro de si. Mas era gostoso, como uma uva madura e doce que, após ter a casca delicadamente partida, derrama seu néctar, alegrando o espírito. Tinha um cheiro gostoso como o da grama úmida na primavera. Sorriu para si mesma um sorriso novo, que deixou suas faces coradas. E, pela primeira vez em sua vida, encontrou algo diferente sobre a qual não quis explicações. Por mais que não soubesse o que era, talvez sua alma adivinhasse. Estava viva.
E havia as palavras do Oráculo. De alguma forma, o destino de um Bluemoon estava ligado mais uma vez ao dos humanos e, novamente, ao dos elfos de outras famílias.
E tal pensamento lhe pareceu encorajador.
[por Eva "Elenhrívë Bluemoon"]
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